A Sombra dos Abutres

Rio De ouro, gordo, que corria lá em baixo feito fio de água verde, como o que tinhas ao pescoço. Contorcia-se e abraçava as margens, como tu a minha cintura, feita porto de abrigo do frio que se instalava. A vista, partilhada com as grandes aves que pairavam por cima de nós, cortava-nos a respiração e...por instantes, também elas pareciam extasiadas com a degustação de tão recheado repasto visual, aproveitando a brisa e circulando pelos ares.
Naquele fim de tarde perfeito, nem a sua sombra necrófaga enegreceu o quadro; antes o iluminou, transmitindo-lhe uma aura quase surreal. Também eu ainda pairo naquele instante, na suave brisa fresca da memória.
Naquele fim de tarde perfeito, o cheiro do teu abraço bastou-me para proclamar eterna felicidade e brindar, satisfeito, com os grifos, a suprema simplicidade do amor: a paz do silêncio, a força da paisagem e o teu olhar.
Penedo Durão, Douro Internacional
7 Comments:
Os "fins de tarde" tem uma magia própria, se forem perfeitos então...
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Hespéra, at 11/3/09 22:31
Luz do amanhecer,
É verdade...até há quem faça blogs acerca desse tema! ;)
Obrigado pela tua visita
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Unknown, at 13/3/09 10:16
Como sempre as tuas palavras fazem sonhar e acreditar principalmente no amor. Excelente regresso.
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Sun, at 13/3/09 12:11
bonito momento de felicidade... um dos que nos faz acreditar.
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tufa tau, at 14/3/09 14:57
Sun,
Ás vezes, acredita-se e sonha-se.
Obrigado pelas tuas palavras.
Tufa tau,
Há momentos em que se acredita no momento...
Obrigado pela visita.
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João, at 14/3/09 22:29
Lindo texto !
A real good return !
Jokas da absinto
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Anónimo, at 26/3/09 16:51
Absinto,
Obrigado!
Ainda aguardo essas crónicas!! ;-)
Beijinhos
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Unknown, at 31/3/09 13:50
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